sexta-feira, 2 de abril de 2010

Os telespectadores fora da realidade

Luciana, personagem de Alinne Moraes em “Viver a Vida”, tem um blog (www.sonhosdeluciana.com.br). No entanto, o que deveria ser apenas uma forma de divulgação da novela acaba expondo, de forma cruel, um grave problema brasileiro: a falta de educação.
À primeira vista, o blog é uma ideia interessante. No capítulo em que a novidade foi apresentada, Mia (Paloma Bernardi) explicou a ferramenta.
“É um espaço ilimitado para você falar tudo o que você quiser. Colocar os seus sonhos, suas expectativas, sua reabilitação. E esses blogs, eles são, assim, canais importantíssimos, sabe, para comunicação. Para divulgação de ideias. E tem algumas pessoas que levam isso como profissão. São blogueiros. Eles passam o dia cuidando de seus blogs e ganham dinheiro com isso.”
A questão financeira é verdade – apesar de não ser tão simples quanto parece. De qualquer forma, ficou claro que os blogs são espaços para compartilhar informações. Neste ponto, Manoel Carlos acertou em cheio no diálogo de Luciana, Mia, Tereza (Lilia Cabral) e Isabel (Adriana Birolli). Esse é o verdadeiro poder desta ferramenta. Descentralizar a produção de conteúdo.
Com o passar do tempo, o blog de Luciana revelou que não seria apenas um canal de informação para portadores de necessidades especiais. Além dos relatos sobre o conturbado cotidiano de uma tetraplégica, há confissões sobre seu relacionamento com Miguel (Mateus Solano).
Neste ponto começa a mistureba entre ficção e realidade. Não fica claro se o blog quer se posicionar quanto aos desafios dos portadores de necessidades especiais ou ser apenas um prolongamento de “Viver a Vida”.
Viver a Vida - Alinne Moraes (Luciana)
Blog de Luciana compromete a luta de portadores de necessidades especiais?
Em nenhum momento é explicitado que o blog é fictício. Nos comentários de cada texto, dezenas de pessoas se comunicam com Luciana, como se ela realmente existisse. Torcem pela personagem e pela sua recuperação.
Diante deste fato, penso se a Globo presta um serviço. Como será quando “Viver a Vida” acabar? O projeto será abandonado, como aconteceu com o blog do Indra (www.blogdoindra.com.br), personagem de André Arteche em “Caminho das Índias”?
Ao não avisar explicitamente que o blog é fictício, a emissora compromete a luta de milhares de portadores de necessidades especiais? Talvez. Apesar de óbvio, um aviso de que se trata de uma extensão de “Viver a Vida” é necessário. Porém, não resolverá o problema dos telespectadores que estão fora da realidade.
Confundir uma personagem com uma pessoa real não é algo novo. Quantos atores não relatam ameaças e até agressões quando interpretam um vilão em uma novela? A internet está aí apenas para amplificar um problema que há anos é ignorado pelo Estado.
O sistema educacional brasileiro é um fracasso. Público ou particular, ele é incapaz de formar cidadãos capazes de ler e interpretar um texto. Apesar do crescimento no número de estudantes matriculados, o analfabetismo funcional parece ser um obstáculo intransponível.
De nada adianta colocar todas as crianças e adolescentes na escola se lá eles não vão aprender a compreender os fatos que os cercam. É preciso substituir o treinamento que ensina mecanicamente a ler e fazer operações matemáticas simples por um verdadeiro sistema de aprendizado.
Inclusão econômica sem respaldo social é insustentável a longo prazo. Aliás, isso torna inviável o projeto de grande nação, que busca estar entre as cinco maiores economias do mundo na próxima década. Uma sociedade alienada é incapaz de produzir com qualidade para alcançar tal objetivo.

retirado de http://colunistas.yahoo.net/posts/1124.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

You sexy thing

http://www.youtube.com/watch?v=ZrK7Xoi7G2M&feature=player_embedded#


Nao sei nem o que comentar....

terça-feira, 30 de março de 2010

BBB

Big Brother Brasil, Big Bother Brasil, Big Bundas Brasil, Big Babacas Brasil... enfim, o que significa BBB e o que menos importa.

O lance e que como as pessoas falam desse tal de BBB. Nao sou eu la muito fa do programa, assisti a primeira edicao por ser novidade e nas demais dava uma espiadinha somente por causa das sisters, ate que o programa foi me saturando e na atual edicao nao sei quem faz parte ou deixa de fazer.

Impressionante como temos a caracteristica de vouyeur. Por seculos todos tem interesse em saber da vida alheia e foi uma puta sacada transformar isso em um programa de televisao. Colocar ali confinados em uma casa X pessoas desconhecidas, sendo monitoradas 24h por dia e com a imagens das cameras abertas para todo o publico. Como ja era de se prever esse formato gera altos pontos de audiencia e altos pontos de audiencia geram altas cifras.

Entao que venham BBB 11, BBB 12, BBB 13 e etc. E fica aqui a sugestao para que nas proximas edicoes participem populares (ou populachos) vindos de realidades opostas, e que, assim como o atual presidente, representem a cara do Brasil (sic)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Liberdade

Por Deus, como eu quero ser (mais) livre...

Ouvir um reggae, uma surf music, slow rock são coisas que me trazem uma tremenda sensação de liberdade. O sunset pra mim é liberdade.

Ver o sol nascer e se por, olhar o mar sentado nas pedras do arpoador. Caminhar sem medo a qualquer hora e em qualquer lugar, ouvir um pássaro cantar, tomar um banho de chuva, dançar e cantar.

Curtir uma Trip, ir e vir, conhecer lugares, pessoas e culturas; trocar experiências. Sentar num bar para conversar, falar sobre a vida, teorias e políticas, filosofar, rir, chorar, abraçar e principalmente se apaixonar.

Se apaixonar por alguém em especial, se apaixonar por todo mundo, se apaixonar pelo mundo. Se apaixonar pelo que você faz e também por tudo aquilo que fazem por você.

Enfim, ser livre, para mim, é fazer o que você quer fazer, o que você gosta de fazer; é ser você sem ter que se esconder atrás de rótulos e protocolos sociais (que só nos tornam cada vez mais iguais).

quarta-feira, 17 de março de 2010

Externalizacao

Nao sei se estou envelhencendo, se estou carente, se estou vendo muitos filmes ou escutando musica demais. A historia e que tudo que eu queria hoje quando cheguei em casa era uma pessoa especial pra me receber com uma toalha nas maos e me convidando para um banho bem gostoso de banheira.

Cheguei em casa la pelas 21h, bastante molhado depois tomar pegar um baita temporal e passar mais de 03 horas no trajeto ate chegar em casa. Alem disso as vendas no trabalho foram mega baixas e ainda passei uma puta vergonha quando meu supervisor foi inspecionar um quarto e encontrou produtos com a validade em dead line.

Bom, isso nao e um texto propriamente dito, e somente um desabafo. Fui

sexta-feira, 12 de março de 2010

As cartas...

Caros leitores (olha so como o cara ta ficando pretencioso...rs)

Estava eu voltando do trabalho na quarta-feira, caminhando traquilamente pela Av. Atlântica, observando a movimentação noturna, sentindo o cheiro de vida, admirando como a Praia de Copacabana fica linda também a noite e pensando em mais uma foto que não tirei, quando eis que não mais que derepente uma senhora lá pelos seus quartenta anos me aborda com a seguinte frase: "vai uma cartinha ai?" Não entendi e resmunguei qualquer coisa para ela repetir, quando ela disse: "vamos jogar uma cartinha hoje?"

Confesso à vocês que na ocasião quase perguntei se era buraco aberto ou fechado, mas me contive para saber o que ela tinha a dizer. Então a mulher continuou falando e disse que eu estava com uma estrela e que tem uma pessoa que me admira muito, mas que eu não sei quem é.

Agradeci a oferta, com recusa e continuei minha caminhada. No mesmo momento passava uma moça caminhando no sentido contrário e que também foi abordada pela jogadora. Como eu ainda estava por perto pude ouvir a cartomante repetir as mesmas palavras para a transeunte; que ela tem uma estrela boa e uma pessoa a admira muito secretamente.

Surgiu então na minha cabeça a seguinte questão: As cartas não mente, elas tão somente não dizem a verdade, ou melhor, dizem a mesma "verdade" para todas as pessoas.

As cartas... cartas de baralho, cartas marcadas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Umbrella

Esses últimos dias tem sido chuvosos aqui no Rio, e eles me trouxeram à tona um medo.

Tá bom, tá bom... eu sei que vocês vão rir de mim, mas dias de chuva me fazem perceber que eu tenho medo de sombrinha. Não tenho medo do objeto em siç a sombrinha sozinha não é capaz de fazer mal a ninguém, o problema é a maneira como ela é utilizada.

Nunca fui fã desse objeto, sempre preferi tomar chuva a sair de casa carregando uma sombrinha/guarda-chuva pensando na possibilidade de talvez, quem sabe, derrepente, cair uma eventual chuva. Mas as vezes é inevitável, não tem como sair de casa para um compromisso e chegar no local completamente molhado.

E é durante o trajeto que minha paura se manifesta. Aquelas dezenas de centenas de pessoas andando por aí, se espremendo nas calçadas com uma sombrinha aberta e aquelas pontas apontando... Dá nervoso só de falar.

Sei que, parte do que vou falar, é exagero e viagem minha, mas fico imaginando uma daquelas pontas acertando, furando meu olho, saindo aquele rio de sangue no melhor estilo mangá, eu gritando e tentando conter a sangueira com as mãos, pessoas correndo apavoradas e eu ficando caolho.

Além disso, ainda tem aquelas sombrinhonas, com uma ponta de metal que geralmente as pessoas deixam para trás enquanto andam e repentinamente viram de um lado para o outro ou param sem se importar se aquilo vai atingir alguém, perfurar uma barriga, deixar uma poça de sangue...

Enfim, viajo para caramba, mas realmente fico apreensivo de andar no meio daquele monte de sombrinhas achando que a qualquer momento posso ser alvejado no olho. Conversando sobre isso meu pai a solução que ele me deu foi: use sombrinha também, e ao invés de usá-la para atacar, faça dela um escudo.

Meu pai é mesmo um cara que sabe das coisas.